sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O coração parte e eu volto


Nem sei por onde começar. A verdade é que sempre gostei de escrever, mas apenas escrevo quando estou no fundo do poço.

Por isso, aqui estou, é ridículo pensar que a minha vida tem evoluído. Tenho um bom carro, tenho uma casa paga, um negócio que está a tornar-se próspero, estou na faculdade a tirar um 2º curso, um que verdadeiramente gosto, tenho uma filha linda e uma mulher 10 anos mais jovem que eu.

E o meu coração, a minha mente, que tal estão???

Estão profundamente dilacerados por suportar o que tenho vindo a suportar. Provavelmente nem todas as pessoas são assim, mas há muito tempo atrás tive uma pessoa especial na minha vida que me disse: “tu és um animal extremamente sexual e nem sequer sabes disso”, eu pensei que isso era apenas conversa dela, mas ela mostrou-me o meu lado mais selvagem. Infelizmente fiz escolhas na vida que nos levou a afastarmo-nos, sem sequer termos uma relação digna desse nome. Fui injusto e mau para ela, não pensei nos seus sentimentos, nem a respeitei como o deveria ter feito.

Hoje, apesar de tudo o que me rodeia vivo castrando-me completamente, tenho apoio emocional da minha mulher, que em vez de me apoiar me irrita e penso: “para quê essa merda, eu sempre gostei de fazer amor com ela, mas agora nem isso. Eu preciso mesmo é de foder”, não me posso considerar uma pessoa que seja fiel num relacionamento sempre gostei de namoriscar, flirtar, sentir aquela emoção da conquista e de ser conquistado, de foder ou fazer amor com pessoas novas. (nunca é o mesmo, apesar do que dizem por aí). Acho que o problema é que após a paternidade não me tornei mais fiel para com a minha mulher mas, ganhei algo que nunca tive antes, peso na consciência, um grande peso na consciência, cada vez que penso em endireitar a minha vida e em comportar de acordo com as regras da sociedade, parece que é pior, ela chega a estar 1 mês ou mais sem me querer foder. Sinto-me triste, só quero chorar, desaparecer, mudar radicalmente de vida, mas ao mesmo tempo sinto que ela não é boa mãe, contrariamente ao que ela pensa de si. Sinto que ela não sabe gerir as suas emoções e passa a vida a descarregar sobre a nossa linda filha, essa é a verdadeira razão pela qual não desapareço, primeiro porque sou incapaz de estar longe da minha filha e depois porque tenho receio que ela a maltrate.

Já não sei mais que fazer, apenas que as minhas forças estão a dissipar-se e que nada muda para melhor na minha vida. (quem vê de fora inveja-me, quando na verdade invejo aqueles que pouco têm, mas que têm uma vida de cumplicidade, de amor, desejo e loucura e que nada mais ambicionam).

sexta-feira, 17 de junho de 2011

...

As lágrimas brotam dos meus olhos, a sensação de dor e mágoa é indescritível, só quero que o tempo passe rápido e que a dor se dissipe. Lamento ter estes pensamentos de separação e de despedida da realidade, a dor que me causa esses pensamentos ainda intensifica mais a dor já latejante no meu peito. Quero desabafar com alguém, quero chorar, quero tirar este peso de oprime o meu peito mas não tenho com quem, apenas jorram palavras errantes e delirantes como um meio de me libertar deste sofrimento.
Sei que poderia fazer algo, mas é demasiado rápido, breve, e com muitas outras coisas que podem correr mal. Estou perdido e desorientado, não sei que fazer, só sei que me dói, dói lenta e intensamente. Gostava de carregar num botão e sair deste filme de imediato, não sei o que me reserva o futuro. Apenas sei que estou a entrar num ciclo similar ao primeiro que tive, a ruptura está iminente, no entanto, neste momento o peso de tudo o que me rodeia pode desabar sobre mim, tal não pode simplesmente ocorrer com tal leviandade.
Só me resta gritar SOCORRO e ter a esperança de que algo ou alguém me possa salvar e libertar... Já não me restam forças... Limito-me a sucumbir perante a dor...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desmazelo

Bem sei que o meu desmazelo total pelo blog é notório, mas isso é porque eu escrevo apenas para mim. Não tenho seguidores, nem tão pouco espero que alguém o leia, pois se o ler está a ler a minha intimidade ao ponto de ler as minhas entranhas.
Infelizmente a minha motivação pela escrita apenas surge com a melancolia e com a tristeza. A verdade é que não me sinto feliz nem bem há algum tempo, mas neste momento tudo se agravou drasticamente e mais uma vez sinto-me a perder a cabeça e o controlo sobre mim próprio.
É uma pena que eu deixe a minha angústia e o meu mau-estar psicológico evoluir chegando a um ponto de não retorno em que eu desejo intimamente cortar com tudo o que tenho na vida. Cortar com as relações, com a vida que tenho levado e recomeçar tudo desde a estaca 0. É um sentimento de impotência que me esmaga e me pressiona, já nem a actividade física me liberta, o peso que as relações interpessoais executa sobre mim é destruidor e esmaga-me pois as implicações de cortar com tudo isso são astronómicas, ainda para mais quando algumas dessas relações vão estar para sempre presentes na nossa vida. :(

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Calma Aparente

Nos últimos tempos a sensação de calma é constante, a tranquilidade maior que nunca, mas na realidade creio que nada mais é do que uma calma aparente. No meu íntimo sinto-me em tumulto, a inconstante de sensações e emoções é contínua, tão depressa vivo em euforia, sentindo-me como se fosse o dono do mundo como subitamente me sinto triste e melancólico. A saudade da minha vida patética persiste, a dor e o desespero subsistem persistente e incessantemente. O choro invade-me o coração mas as lágrimas, teimosas, insistem em não jorrar dos meus olhos.
No entanto, a calma apenas ocorre devido a conseguir controlar as emoções, no entanto, a inquietação e a sensação de solidão não me abandona, quiçá acompanhar-me-à até ao fim dos meus dias...

domingo, 31 de maio de 2009

Fundo do Poço

A dor é escruciante, intensa, insuportável, percorre-me até às entranhas e deixa em verdadeiro desespero. Saber o que é amar, ter a felicidade e esse prazer é o roçar do auge, do clímax, mas ao destruir tudo a realidade é bem mais negra e a o estado emocional que persiste é bem pior e mais fundo do que bater no "fundo do poço".
Apenas surge o desejo do derradeiro final...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sentimentos

Apenas sei que me encontro perdido entre o presente e o passado, entre sentimentos e emoções, entre alegria e queixumes, entre mágoa e tristeza. Por vezes pondero se as decisões que tomo terão sido as correctas.
Talvez tenha errado, porque sei que já amei verdadeiramente mas, desconfio que jamais voltarei a amar. Passeio diariamente com o peso da possível felicidade sobre os meus ombros, mas o futuro revela-se-me sombrio e soturno. Tento enganar a minha fortuna com uma boa disposição aparente, mas na realidade apenas desejo quebrar-me em prantos.
Por vezes. penso que seria tão mais fácil desistir...
Terminar todo este pesadelo bem real, toda esta desorientação e terminar tudo...
Jamais acordar, jamais pensar e até mesmo sonhar.
Sonhos esses que se revelam verdadeiros tumultos e pesadelos, verdadeira agonia e sofrimento.
Sinto-me só, tão só que a própria solidão se sentiria só. Sinto-me perdido como se jamais me fosse encontrar.
Mas, pior que tudo isso, é que quero estar só não suportando a solidão.
Toda esta dor me lacera, nem o álcool a consegue afastar. Ninguém a encontra e ninguém a vê, mas eu, no mais íntimo meu ser, sinto-a a afectar-me irresversivelmente, jamais voltará a minha inocência e a minha bondade, somente dor, sofrimento, mágoa e uma agonia interminável...
Qual será o meu fim?!
A esperança permanece que tudo se desvaneça, a certeza existe que tudo partirá, mais que não seja ao atingir o infinito...