quinta-feira, 18 de junho de 2009

Calma Aparente

Nos últimos tempos a sensação de calma é constante, a tranquilidade maior que nunca, mas na realidade creio que nada mais é do que uma calma aparente. No meu íntimo sinto-me em tumulto, a inconstante de sensações e emoções é contínua, tão depressa vivo em euforia, sentindo-me como se fosse o dono do mundo como subitamente me sinto triste e melancólico. A saudade da minha vida patética persiste, a dor e o desespero subsistem persistente e incessantemente. O choro invade-me o coração mas as lágrimas, teimosas, insistem em não jorrar dos meus olhos.
No entanto, a calma apenas ocorre devido a conseguir controlar as emoções, no entanto, a inquietação e a sensação de solidão não me abandona, quiçá acompanhar-me-à até ao fim dos meus dias...

domingo, 31 de maio de 2009

Fundo do Poço

A dor é escruciante, intensa, insuportável, percorre-me até às entranhas e deixa em verdadeiro desespero. Saber o que é amar, ter a felicidade e esse prazer é o roçar do auge, do clímax, mas ao destruir tudo a realidade é bem mais negra e a o estado emocional que persiste é bem pior e mais fundo do que bater no "fundo do poço".
Apenas surge o desejo do derradeiro final...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sentimentos

Apenas sei que me encontro perdido entre o presente e o passado, entre sentimentos e emoções, entre alegria e queixumes, entre mágoa e tristeza. Por vezes pondero se as decisões que tomo terão sido as correctas.
Talvez tenha errado, porque sei que já amei verdadeiramente mas, desconfio que jamais voltarei a amar. Passeio diariamente com o peso da possível felicidade sobre os meus ombros, mas o futuro revela-se-me sombrio e soturno. Tento enganar a minha fortuna com uma boa disposição aparente, mas na realidade apenas desejo quebrar-me em prantos.
Por vezes. penso que seria tão mais fácil desistir...
Terminar todo este pesadelo bem real, toda esta desorientação e terminar tudo...
Jamais acordar, jamais pensar e até mesmo sonhar.
Sonhos esses que se revelam verdadeiros tumultos e pesadelos, verdadeira agonia e sofrimento.
Sinto-me só, tão só que a própria solidão se sentiria só. Sinto-me perdido como se jamais me fosse encontrar.
Mas, pior que tudo isso, é que quero estar só não suportando a solidão.
Toda esta dor me lacera, nem o álcool a consegue afastar. Ninguém a encontra e ninguém a vê, mas eu, no mais íntimo meu ser, sinto-a a afectar-me irresversivelmente, jamais voltará a minha inocência e a minha bondade, somente dor, sofrimento, mágoa e uma agonia interminável...
Qual será o meu fim?!
A esperança permanece que tudo se desvaneça, a certeza existe que tudo partirá, mais que não seja ao atingir o infinito...